Okinka Pampa foi rainha da ilha de Orango, no arquipélago dos Bijagós, no século XIX. Na sociedade matrilinear bijago, as mulheres detinham — e ainda detêm em parte — o poder político, religioso e a posse da terra.
Durante o seu reinado, organizou a resistência militar e espiritual à penetração colonial portuguesa, recusando submeter o seu povo. Liderou alianças entre as ilhas e protegeu os ritos sagrados do panteão bijago.
É lembrada pela sua autoridade, pela sua sabedoria e pela sua coragem em momentos em que outros povos da costa eram já vassalos. Os Bijagós nunca foram totalmente subjugados durante a sua vida.
A sua figura tornou-se símbolo nacional da soberania guineense e da dignidade da mulher africana. É a inspiração direta do nome da plataforma OKINKA — a Inteligência Artificial Nacional da Guiné-Bissau.
Heroína da resistência feminina e da soberania bijago. Inspira movimentos de mulheres, programas culturais e a própria identidade da IA Nacional OKINKA.
